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24 fevereiro, 2021

Ser melhor pessoa. 46

Ontem foi um bom dia, mesmo com a desilusão que carregou. E da derrota nasce também a esperança. 

27 janeiro, 2021

Dia 27. Ser melhor pessoa

Respirar devagar, inspira, expira.
Cuidar de mim. 
Não esquecer 'a culpa é das estrelas'.
Gostar das minhas escolhas. E neste momento, não gosto! 

02 janeiro, 2021

Dia 2. Ser melhor pessoa

Déjala, que no és más infeliz por eso.
Nem sempre poupa-la, mesmo que seja a saúde, a faz mais feliz e mesmo que doa, é necessário respeitar. 

01 janeiro, 2021

Dia 1. Ser melhor pessoa

Aproveitar cada segundo com as pessoas que amamos, que nos alimentam a ilusão, mesmo com um simples jogo de cartas e nos fazem acreditar que não estamos sozinhos, mesmo que em 3 dias esteja só. 

31 dezembro, 2020

Al nuevo año ...

Entrar com um sorriso nos lábios e toda a ilusão do mundo. E que traga saúde e liberdade para dar todos os beijos e abraços que ficaram por entregar. 

23 fevereiro, 2015


Hoje

E dos vinte aos quarenta foi um momento.
Os objectivos traçados na juventude,
o anseio pelo passar do tempo.
E agora, com a certeza dos dias vacilantes
e na consciência duma calma apreendida
é assimilar o aproveitar de um tempo, que não é eterno.

24 setembro, 2014

Do canto da sala

Há os amigos de uma vida e para a vida, 
aqueles com quem já rimos e já choramos, 
que nos viram o melhor e o pior,
o que queríamos mostrar e o que não conseguimos esconder.
E há as suas mulheres, esposas, companheiras, 
que em devaneios maternais, 
nunca são o que eles realmente merecem.
E depois estás tu, que numa empatia invulgar 
ouviste mais do que pensei falar, 
vislumbre de sinceridade crua,
sem juízos, nem sorrisos perfeitos.
E é digno de ver o brilho no seu olhar,
como lhe emolduras o sorriso 
que resplandece felicidade.
Nunca lhe permitas que te ofereça menos que isso.

14 abril, 2014


A minha vida era tão diferente há …
Passei um fim-de-semana amorfa; entre o devo mas não me apetece, o cansaço acumulado de jornadas de trabalho de 16 horas e a luta constante que ultimamente a minha vida se tornou. Num misto de vou estupidificar a ver séries para esquecer que tenho um cérebro e o saudosismo estúpido de uma vida que não volta - porque os dias de sorriso alegre, mesmo com chuva miudinha, pendurada em carrinhos de compras, foram-se com a cor do cabelo que a genética teima esbranquiçar. Tentei ser útil a mim mesma, mas sem grande sucesso - nunca fui fã de aspiradores, nem ferros de engomar.
E nada como uma segunda-feira para que a vida nos dê uma bofetada de mão cheia e bem aberta.
Pediu desculpas demasiadas vezes, não eram necessárias, nem devidas, nem queridas sequer. As lágrimas caiam-lhe num misto de desespero, desabafo e desconforto. Senti-lhe a dor nas palavras e nos silêncios. Gostava de poder fazer mais do que apenas ouvir, gostava de poder dizer-lhe que tudo vai ficar bem, em vez de recordar-lhe que nunca estamos preparados, mesmo na certeza de que o dia chegará. Gostava, gostava de nunca mais ter que ouvir: “… a minha vida era tão diferente há …” com esse vazio no peito que sufoca e enche os olhos de lágrimas que doem, procurando um passado imperfeito que se transformou numa perfeita saudade.

23 fevereiro, 2014


E vão 39

El sol vino a visitarme. Un dia invulgar, rodeada de la familia que me transporta a la infancia, con el detalle del famoso pastel de chocolate (gracias Tita, eres única! y yo apreciadora de detalles), el Feliz cumpleaños en vez del Parabéns a você y las maletas, despedidas, aeropuertos y acogidas, que me acompañan desde que me conozco – no fuese el musgo del aeropuerto de Barcelona uno de mis más entrañables recuerdos de tierna edad.
E chegou a noite e o copo, na companhia de quem me acompanha há uma vida, na presença e na ausência dos dias que não são o que queremos, mas o que podemos. Com novidades bonitas e a partilha dos momentos amargos dessa lei a que o Murphy deu nome.
Obrigada, por me ajudar a crescer, ao ponto, de ser capaz de apreciar, cada segundo desses momentos.

21 janeiro, 2014

Quando uma gaja não tem sorte …

o melhor é sorrir, senão corta os pulsos e não é com a faca da manteiga!
Depois da epopeia, vamos lá levar o carro à inspecção com 2 meses de atraso - que se onde o levo a fazer uma revisão primeiro, que se agora viagem e depois trabalho ao fim de semana e já é Natal e bora fazer malas novamente e regresso e fecho do ano e mais trabalho - lá foi o ZE à oficina, não uma, mas duas vezes, que era necessário trocar os nevoeiros e obviamente não tinham em stock. E, coisas de gaja, na primeira visita advertindo que o carro tinha que ir à inspecção, lá perguntei se tinham alinhado a direção, ao que recebi a resposta como que obvia, que sim. Escusado será dizer que no sábado seguinte, depois da mudança de luzes e de 2 horas de espera para fazer a inspecção, descobri que não tinham alinhado coisa nenhuma! Inspecção passada com anotação, porque o desalinhamento não era suficiente para chumbar! Lá está o tal sentido sem sentido, que não serviu de coisa alguma por conta de um qualquer tipo, a quem não apeteceu verificar o que realmente tinham feito à maquina.
Uma semana depois, sábado, após descanso merecido ao veículo, lá me dispunha a ir fazer compras entre o final da série e o inicio do filme (que com 4 canais não dá para mais) quando chego ao carro e pensando que depois de 10 anos não me poderia queixar de ter que mudar a pilha do comando, descubro que o ZE não tem bateria, nem um sinal por mais pequeno que fosse de actividade. Lá está, pobre, a ajudar a economia local, que outro remedio não tive que procurar a loja da terra que abre no sábado à tarde, para comprar os víveres essenciais à minha sobrevivência. Esperemos que amanhã, o bom vizinho da farmácia, me faça o obsequio de carregar a bateria do automóvel com os cabos comprados noutros tempos, também pouco oportunos para descargas, em que o ZE resolveu adormecer profundamente.

12 dezembro, 2013

Hace 11 días, fue Navidad

Estábamos casi todos, faltaron mis niños y faltó él. Nunca estuvimos o estaremos completos y haces tanta falta Yayo. Y hicimos fotos: con las hijas, con los yernos, con los nietos, con las hijas y los yernos, con los nietos y compañía, con pastel, sin pastel, soplando velas, con los móviles, con la cámara, tembladas, nítidas, habrá de todo!
Un banquete, que al final del aperitivo podíamos haber ido directamente al postre, sin pasar por la casilla de salida y sin cobrar! Y prueba esto y acaba aquello, y si las aceitunas, las gambas, los mejillones, las patatas, la carne, el pastel, el helado, el café, los polvorones, socorro! 2 kilos más.
Y había árbol de Navidad y pesebre. Y jaleo, mucho jaleo; hablas tu, rio yo, grita la criatura, que si ahora las cartas, que si tu fuera, que eres gafe, que la ONG, aquí no hay quien viva! y que bien se está.
Y creo que acertamos el pleno en el regalo, el de todos, el primero y tal vez el único. Nunca la imaginé apreciadora de joyas y mirando atrás, seria claro haberlo entendido.
80 años, ochenta. Le he oído pocas palabras de cariño, le he sentido pocos gestos de ternura, pero tengo un sinfín de demostraciones de amor.
Te quiero Yaya, gracias por esta Navidad.

12 setembro, 2013


Mama, ¿seguro que no ahoga? As pessoas não mudam, eventualmente crescem por circunstâncias várias da vida

Em 13 dias terão passado 6 anos. Seis anos sem almoços de domingo, seis anos sem Natal todos juntos, seis anos sem aniversário de bolo caseiro, seis anos sem discussões, desabafos e confissões à volta da enigmática mesa negra.
Nas últimas semanas, talvez 6, possivelmente não, desvaneceram-se as dúvidas que foram certezas, por medo de uma maior desilusão que senti demasiado profunda, como sempre são. E hoje, um novo contador começa a apontar a passagem do tempo, e mais uma vez, a distância.

23 julho, 2013

Odeio 

Odeio a sensação de nó na garganta, de estômago reduzido ao tamanho de um feijão e de vazio no lugar do coração. Odeio não conseguir aguentar as lágrimas que me escorrem pela face, enquanto o porquê se instala novamente no meu cérebro. 
Odeio dias cinzentos. 
O exorcismo dura apenas o tempo de respirar fundo e limpar a cara. E o sol já brilha.

22 julho, 2013


Eu (ou a auto-análise de uma qualquer Vida expulsa de Marte)

E já tenho a minha dose de distâncias para esta vida e para a próxima, se existir. Que de mãe, de pai, de avós, de tios e primos direitos com os quais brincamos em criança e gostaríamos ter bebido uns copos sábado à noite em adultos, não se pode trocar, muito menos ignorar quando os amamos. E posto isto, parece-me a mim que os sentimentos por muito bonitos e nobres que sejam, aprendemos largamente a controla-los, até porque de pouco serve querer chorar no colo da mamã, por muito que ela gostasse também de simultaneamente nos passar a mão no cabelo, quando sabemos que não é possível, razão pela qual se aprende, umas vezes a chorar mesmo sem colo e outras a conter as lágrimas. E se isso fez de mim uma pessoa fria e distante, pois é o que há, até porque em última análise, quem vai ter que viver com isso sou eu, e eu, por enquanto, vivo bem assim. E sem traumas por favor, que fui uma criança muito feliz, uma adolescente muito complicada e sou uma mulher que continua a sorrir à vida, mesmo sabendo que esa puta, siempre va jodiendo.

18 julho, 2013





Gracias Mami,
nunca dejas de sorprenderme!


14 julho, 2013

A resposta à pergunta do milhão 

Cansei-me de ouvir a pergunta uma e outra vez, que há egos que não suportam fazer parte dos problemas e estão convencidos que são sempre a solução. E de tão repetida que foi, tomei-a como verdade, tentando desesperadamente encontrar uma resposta que me levasse à solução. Culpei-me vezes sem conta da angústia, da tristeza, do silêncio incómodo, das horas em claro, da frustração, das lágrimas, da solidão acompanhada, enquanto olhava a luz da rua que iluminava a árvore. 
E foi deixar-te atrás e descobrir o prazer dum corpo que toca outro, das mãos a acariciar-me a pele, dos beijos ofegantes de desejo, de pensar não e sentir sim, de ver desvanecerem-se as inseguranças e sentir-me contorcer querendo mais e mais e gemendo sem pudores em momentos de êxtase. Qual é o meu trauma? Eras tu.

10 julho, 2013


O amor (esse que dizem que faz pulular), cansa

Nunca me senti muito segura nos temas do amor (o que quer que isso seja). Olhando o passado, não consigo ainda entender se tomei decisões por amor, por amizade, por inexperiência, por um pouco de tudo ou por um muito de nada. Não que seja importante a dias de hoje, aprendi a minha lição, que afinal, é o que se pretende para não voltar a cair em erros crassos. Mas confesso que a curiosidade de saber se algum dia serei capaz de pulular, me persegue. Existe o fenómeno ou simplesmente não temos que ser todos iguais?
E olhando à distância, seria óbvio e descabido não pensar, que estava completamente enamorada, no entanto, analisando esse tempo e esse espaço, não recordo o saltitar, apenas as dúvidas, as cedências, um apagar continuo que me deixou translúcida e as culpas de um “trauma” que mais não era, que um problema a dois. O único momento que sempre relembrei com um sorriso nos lábios, foi o do primeiro beijo, e até esse consegui esquecer, no momento da desilusão, que mais que de amor, foi de amizade.
E olhando atrás, sei que não houve tempo nem espaço, e no entanto, senti-me mais num par de meses, que em meia dúzia de anos. Entendi o que outrora tinha sido um mistério, libertei-me de erros e dramas que nunca tinham existido, contorci-me de prazer e gritei, mesmo sem querer. 
Mas tudo são clichés. O sentimento sincero e fervoroso apenas correspondido por uma insensibilidade gélida; palavras, palavras, palavras e mais palavras, transformadas em conversas intermináveis e posteriormente em arquivo digital para recordar ou em diálogos de exaustão; as rosas vermelhas, apesar do aviso de não gostar de flores, que inevitavelmente causam desilusão a quem as oferece e a quem as recebe; e esse lirismo, que chega a ser enternecedor, mas que desaparece no momento exacto em que eu, sou eu.
Diz a senhora que me pariu, que me conhece melhor do que alguém alguma vez poderá sonhar, que tenho que deixar de buscar perfeitos, de ver defeitos. Parece que ela, em tempos, também foi assim. Confesso que para além das parecenças físicas, que são indiscutíveis, e dos defeitos que geneticamente passam de geração em geração, feminina, não consigo encontrar grande parecido, mas se ela diz que existe, quem sou eu para duvidar. Verdade seja dita e justiça lhe seja feita, os perfeitos e os defeitos são reais. E não é agradável descobrir sempre primeiro, o que nos incomoda.
Por uma vez, gostava de encontrar um desses Filhos-de-uma-mãe-menor, que só querem dar umas quecas; sem grandes perguntas nem complicadas respostas, sem quereres para além do prazer, sem as complicações várias que acompanham o tal nobre sentimento, o tão falado amor, que cansa.

09 julho, 2013


Confissões

Odeio magoar as pessoas que me importam. Aquelas que me fazem sorrir quando não quero, que me secam as lágrimas quando não sou capaz de as conter, que me ouvem mesmo que não queira falar, que se preocupam com os meus problemas como se fossem delas. As que me buscam para carpir as mágoas, para brindar festejos, para sussurrar segredos que se querem gritados, para partilhar a vida.

Odeio magoar as pessoas que me importam, porque as desculpas não se pedem, evitam-se. E a consciência, que é minha, não tem que ser um reflexo seu.

21 junho, 2013


E agora sou eu

Que já me cansei de andar a puxar os fios dos balões, onde os Peter Pan gostam de se encostar para observar o mundo, desde as nuvens!

23 maio, 2013

7 anos (de Uma vida qualquer, expulsa de Marte)

E de 2006 a 2013 foi um piscar de olhos.
E talvez tenha aprendido a envelhecer sem o pânico de contar os dias que já foram, ou esteja adormecida no consolo de um amanhã melhor para compensar um ontem arrependido, ou simplesmente continue ingenuamente a pensar que sou imortal, apesar de sentir que “seria capaz de morir por haber vivido”; como certo, tenho o prazer dos amanheceres sorridentes de novos dias, melhores que ontem e piores que amanhã, sem objectivos definidos nem linhas de meta a cruzar em tempo record. E não parecendo eu, não parecendo meu, sabe bem viver hoje, sem esquecer o ontem, nem olvidar que amanhã existe.