Sensação de liberdade
Sempre gostei de conduzir, ainda relembro com um sorriso nos olhos, as incursões a qualquer feira que dispusesse de carrinhos de choque, para experimentar essa fantástica sensação que era ter um volante entre as mãos.
A licença para matar foi presente de maioridade dos progenitores, e recordo, ainda com estranheza, a primeira vez que o veículo familiar me foi confiado. Fazer-me acompanhar pela máquina, foi sempre uma questão de horário, que jamais seria cumprido.
Tive em mente nunca desfazer-me da minha primeira compra – sentimentalismo irracional de que preenchemos a alma - alguém houve, no entanto, que acho inapropriado e pouco me durou o propósito.
Hoje, é liberdade.
Sem cabelo ao vento, a sensação de brisa na face, permanece. Esse tempo, teu e meu, o silêncio, o momento de sonho. Na tua companhia, planeio um futuro perfeito, relembro um passado triste e vivo um presente consciente, com o sol, as nuvens, a lua e as estrelas escoltando cada metro percorrido, zelando por nós.
Foi sem mais nem menos
ResponderEliminarQue um dia selei a 125 Azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para arrancar
Sem destino nenhum...
Viva o espaço que me fica pela frente
ResponderEliminarE não me deixa recuar
Sem paredes sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
Bom, minha querida, no teu caso, essa de não ter muros para derrubar... depende :-) (brincadeirinha, claro)
ResponderEliminarEis um prazer de que acabei por prescindir durante uns poucos de anos, usando a viatura apenas para as delocações diárias, casa-trabalho-casa, com entrega e recolha de crianças nos colégios pelo meio.
Só há cerca de 3 anos redescobri o prazer de conduzir quilómetros a fio, por estradas mais ou menos conhecidas, a horários mais ou menos «decentes»... e que bem me soube!
Com uns milhares de quilómetros feitos entretanto, tornou-se um símbolo, que muito prezo, da minha independência, da minha capacidade de ir onde quiser, quando quiser, por onde quiser, dependendo apenas de moi mêmme!!!
Com ou sem cabelos ao vento, a sensação de liberdade de se ir por caminhos desconhecidos, para algures (ou nenhures) é incomparável!
Talvez, um dia me encontre...
ResponderEliminarSim, talvez me encontre.
ResponderEliminarEu até me atrevia a escrever a parte do "Tutururu", mas parece-me um pouco "abixanado"... :)
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