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14 julho, 2006

Psicologia barata ou uma noite Boémia com vista desde a janela

Era como uma reunião de família: com os pais, os filhos, as noras, os genros, os primos e a típica amiga de alguém, vinda não se sabe de onde nem porque. Havia manjares, poções, regozijo, e o momento especial, em que os orgulhosos progenitores brindam, as suas sempre crianças, com uma oferenda sentida, que elas recebem com jubilo e alguma vergonha encoberta com a laracha habitual.
Nunca os vi, nem ouvi, e sinceramente, o meu senso comum nunca os juntaria - suponho sejam como o dado mágico, que parece impossível acabar e depois de saber-lhe os truques, não é nada que não se resolva em trinta segundos – no entanto, sente-se-lhes o entusiasmo, o fio condutor que os entrelaça colocando-os à mesma hora, no mesmo local – como o grupo de crianças que reúne depois da escola, para jogar à bola na rua – mas com essa ingenuidade boba que nos faz acreditar que tudo é possível, amadurecida pelo brilho nos olhos da cor da esperança.

Obrigada pelo serão.

10 comentários:

  1. Está visto que o tom dela é a coragem, o gosto pelo improviso, a necessidade de sentir novos ventos, coleccionar histórias como quem ganha medalhas e as exibe devidamente polidas e brilhantes. No fundo como um musico, ou como um artista, para ser mais abrangente...

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  2. Para sentir não é necessária coragem, o improviso é sempre mais genuíno, do vento recolhemos o que semeamos e coleccionadora só de imaterialidades (que a organização nunca foi uma virtude). Dos artistas falamos noutro dia, que embora todos pensem que são excêntricos eu continuo a acreditar que é um problema de alucinação!

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  3. Só não respondeste ao tom dela....

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  4. De uma palidez apática aos olhos de quem a vê.

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  5. Quem faz mais de 500 Km numa noite não pode ser apática....

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  6. Estamos a falar da mesma pessoa?! quem faz mais de 500 Km numa noite?!

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  7. Não percebeste o trocadilho ou estás a fazer-te de desentendida? Olha que conto contigo para dar a volta à tua amiga...

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  8. A minha amiga vai-te dar as voltas ... e eu quero ver se não estou por perto!

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  9. Se me permitem, estou a gostar do duelo... tanto como gostei da presença da Sandrina, ontem.

    Foi, deveras, uma honra conhecer o rosto da escrita que tanto admiro.

    Eu é que agradeço o seu gesto.

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  10. Não vou eu agora retorquir, que eu é que agradeço o convite, a hospitalidade e o serão bem passado, porque nos arriscamos a cair numa troca de agradecimentos interminável, mas posso sempre agradecer a retribuição desta sua visita não anónima, a esta minha casa!

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